Crônica: Sentir

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Eu queria ter as palavras mais bonitas e precisas.

Para quê?, você pergunta.

Apago.

Escrevo.

Isso não presta.

Volto.

Recomeço.

De repente, tudo e nada vêm à minha mente. De repente, uma música, o cansaço do dia inteiro, todas as dúvidas, as emoções conflitantes, tudo quer transbordar.

É o tudo e o nada que espinham, que cutucam. Forma-se um nó na garganta, coisas voam como vespas tenazes em torno do seu juízo. E se fulano não quiser falar comigo? E se sicrano guarda alguma mágoa de mim? E se o U2 vier mesmo para o Brasil, por que ainda não juntei dinheiro para ir? E se, e se, e se. Coisas bobas importantes úteis fúteis cheias vazias esmagadoras leves misteriosas claras grandes finitas.

Por que você apenas não sossega?

Você mandaria Clarice Lispector se aquietar? Não imagino isso. Ou: Virgínia Wolf, senta aí mulher, deixa de neura. Fernando Pessoa…

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